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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Fincando Minha Raiz no Chão da Vida


Bem, vou ousar um pouco mais. A minha história se remete há uma parábola que ouvi nesses dias:

Conta-se que uma mulher com o filho no colo desesperada procura um remédio ou alguém que lhe ajude curar seu filho. Mas o filho já estava morto, e não se tem muito que fazer. A mulher está em choque, porque não consegue aceitar a morte do seu bebê.

Nesta sua busca ela chega a um mestre, porque disseram que ele poderia ajudá-la. Ao encontrar-se com o mestre ela lhe clama por socorro. Ele logo lhe diz como ajudá-la, pedindo que ela procure grãos de mostarda e dê ao seu filho. Mas coloca uma condição, que ela pegue as sementes de uma pessoa que nunca perdeu alguém, uma pessoa que não tenha sofrido a morte de um parente.

A mulher segue desesperada ao encontro das sementes de mostarda. Encontra as sementes, mas não encontra ninguém que nunca tenha perdido um ente querido. Ela cai na realidade e enterra o seu amado filho.

O mestre ainda acrescenta no final: Se eu dissesse a ela que seu filho já estava morto, ela não me ouviria, tinha que saber por si mesma. Assim é a vida, temos que saber por nós mesmos.

Algumas vozes têm surgido hoje em dia, onde se tenta disfarçar a dor e o sofrimento, colocando a vida como uma fantasia. Veja a mulher da história ela estava vivendo uma fantasia, e fantasias na vida real nos torna prisioneiros e medíocres.

Encarar a vida real nos faz crescer, nos faz fincar o pé no chão da vida, cria raízes. E quanto mais nos esquivarmos da realidade, mais superficiais nos tornamos e quando a tempestade chega, surtamos e muitos de nós sucumbem.

Serei ousado em dizer que a dor nos faz crescer, não estou dizendo que temos que procurar a dor e viver nela. Mas ela é um instrumento para nosso amadurecimento. Uma árvore para resistir os ventos, precisa ter suas raízes bem fincadas no chão, e as grandes árvores antes de crescerem seus troncos e galhos, fincam bem fundo suas raízes no chão.

Regis Oliveira

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